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Pratique Gatoterapia

Ao longo dos últimos 9.500 anos os gatos foram domesticados pelo homem. Não se sabe ao certo se eles se aproximaram dos humanos pela presença de ratos na agricultura ou se foi uma iniciativa do próprio homem. O fato é que após longos períodos de adoração na época do império egípcio, os gatos passaram a ser odiados por sua inacreditável associação com bruxas na idade média.

Mesmo após tantos anos de evolução ainda é muito frequente que alguns associem a presença dos gatos com azar, bruxaria e maldição, pessoas essas, assim como aquelas que têm medo de gatos, chamadas de elurofóbicas. A ignorância humana não tem limites, mas felizmente a tendência desse comportamento atrasado é melhorar.

Já sabemos que em alguns anos teremos mais gatos do que cães no Brasil e em países mais desenvolvidos, como Inglaterra, Alemanha e EUA eles já são maioria. Essa tendência nada tem a ver com os cães em si, mas com a facilidade e praticidade de criar gatos em comparação com os caninos.

Para quem não se encaixa nesse perfil de elurófóbico e sempre teve gato, dizer que eles nos acalmam e aliviam o estresse do dia-a-dia pode não ser novidade, mas ainda existem muitas pessoas que desconhecem essa enorme vantagem de ter gatos em casa.

Além do amor que eles podem nos dar, trocar a água, dar comida e fazer um carinho é comprovadamente uma terapia ou, se preferir, uma Gatoterapia. O estudo realizado nos Estados Unidos, na Universidade de Minnesota não é novidade. Foi publicado em 2009 no Journal of Vascular and Interventional Neurology (Revista de Neurologia Vascular e Intervencional) e revelou uma análise que durou 20 anos.

Os cientistas avaliaram o risco de morte por infarto do miocardio, doença cardiovascular e derrame. Aproximadamente metade das 4435 pessoas estudas possuía gato em casa e, após feitos os ajustes quanto à idade, sexo, etnia, pressão arterial, tabagismo, diabetes,  colesterol sérico e massa corporal, foi identificado baixo risco relativo de morte por infarto do miocardio nos participantes donos de gatos (ou que já tiveram gato em alguma fase da vida). Além disso, também houve uma tendência na diminuição do risco de morte por doenças cardiovasculares nessas pessoas.

Aqueles que nunca tiveram um gato na vida apresentaram maior risco de morrer de doença cardiovascular.

Uma das hipóteses discutidas é de que os gatos provocam um efeito relaxante e bloqueador frente ao estresse agudo.

O grande valor desse estudo é que ele demonstra a importância do relacionamento gato-homem. Após tantos anos de perseguição, finalmente estamos pagando nossa dívida com os felinos e tornando-os parte de nossas vidas.

Pensando na Gatoterapia um grupo de norte-americanos resolveu criar uma incrível caixa da terapia. Vida urbana, buzina, barulho, prazos e empregos estressantes foram algumas das reclamações dos voluntários a entrar na misteriosa caixa da terapia.

O vídeo criado e disponível na página do Youtube SoulPancake (abaixo) mostra o voluntário entrando em uma caixa transparente  localizada no meio do caos urbano e se sentando em uma confortável almofada. Ao colocar fones de ouvido uma voz doce e serena orienta o participante a meditar. “Encontre uma posição confortável, feche os olhos, inspire profundamente e, enquanto seu corpo relaxa, escute o ronrom de um gatinho feliz”. Imediatamente, ao ouvir o ronrom os participantes começam a sorrir e ao comando de abrir os olhos eis que surgem lindos filhotes de gatinhos correndo por um buraquinho e causando uma deliciosa surpresa nos estressados voluntários.

O vídeo já possui mais 8 milhões de visualizações e demonstra com criatividade e precisão o que os pesquisadores de Minnesota já sabiam, Gatoterapia alivia o estresse.

Ame seu gato, curta-o com todo seu amor e, quando encontrar com alguém que ainda não deleita-se dos prazeres felinos dê a dica, adote um gato, salve seu coração e tenha vida longa.

Espalhe essa ideia!

Dra. Laila Massad Ribas

Laila Massad Ribas

Laila Massad Ribas

Possui formação acadêmica em veterinária, especialização em medicina felina e mestrado e doutorado pela USP.