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A História do Gato

O nosso gato doméstico, que possui o nome científico Felis silvestris catus, pertence à família dos felídeos. O Felis silvestris, de onde o gato doméstico é derivado, é classificado como uma espécie politípica, ou seja, originada de algumas outras espécies que cruzaram entre si. Essas espécies são: Felis silvestris lybica (África), Felis silvestris silvestris (Europa), Felis silvestris ornata (Ásia central) e possivelmente o Felis silvestris bieti (China).

felis silvestris silvestris
Felis silvestris silvestris

Apesar do gato doméstico ser um dos animais de estimação mais populosos no mundo, pouco se sabe sobre a origem de sua domesticação. Vestígios arqueológicos sugerem que, ao contrário da domesticação do cão e do gado, o gato pode ter iniciado sua aproximação com o homem por vontade própria, alimentando-se dos ratos que infestavam a agricultura.

Os primeiros indícios que evidenciam essa aproximação datam de 9500 anos na ilha de Chipre, no Mar Mediterrâneo, onde uma ossada de gato foi encontrada próxima a de um humano.

Apesar de parecer distante, esse número é pequeno comparado com o período de domesticação dos cães (100 mil anos). Por esse motivo os gatos estão mais próximos de seus ancestrais e o reflexo disso é visto nos seus hábitos alimentares e comportamentais.

Ao contrário dos cães, os gatos ainda são considerados carnívoros estritos e não necessitam da ingestão de carboidratos, além disso os gatos possuem comportamento semi-social. O Felis s. silvestris possui comportamento anti-social, pois é um animal selvagem.

Essas informações não devem ser vistas como negativas, são somente características de um animal que está há pouco tempo com o homem.

Amor x ódio:

O termo elurofilia é utilizado para descrever àquele que ama os gatos, ou que tem atração pelos gatos. Já o termo elurofobia designa à pessoa que tem medo patológico de gato. Esses termos se misturam ao longo da história do gato doméstico.

Há aproximadamente 5 mil anos o gato era um dos animais mais adorados no Egito Antigo. Uma mulher com cabeça de gato era símbolo da deusa Bastet, a deusa da fertilidade. Os adeptos produziam estatuetas, geralmente em bronze, e fornecidas nos templos egípcios.

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Infelizmente, durante a Idade Média, os gatos passaram a ser perseguidos pelas pessoas, pois eram considerados animais malévolos e muitas vezes associados à bruxaria. No Brasil é dito que um gato possui 7 vidas, mas em outros países o número é 9. Acredita-se que esse número foi atribuído, pois nessa época de perseguição, dizia-se que as bruxas podiam se transformar em gatos por 9 vezes. Além disso, a Peste Negra na Europa ocorrida nessa mesma época levou a população ao medo irracional e que pode ter contribuído para o aumento da elurofobia, mesmo os gatos não tendo sido responsáveis pela peste e sim o desenfreado aumento do número de ratos.

Até hoje o gato preto é visto como mal agouro e utilizado para prática de magia-negra. Organizações não governamentais evitam a doação de gatos pretos no mês de outubro ou no dia 31 de outubro (dia das bruxas) por esse motivo.

Mitos a parte, os gatos estão conquistando cada vez mais o coração das pessoas. Nos EUA o número de gatos já é maior do que o de cães e no Brasil o crescimento anual na população de gatos é maior do que a de cães também (dados fornecidos por empresas que fabricam ração).

Se você está aqui provavelmente é do clube dos elurófilos. Seja bem-vindo e aproveite ao máximo nosso site.

Dra. Laila Massad Ribas