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Escolhendo um gatinho

Na hora de adotar ou comprar um gatinho pode ser que muitas pessoas tenham dúvidas sobre o que fazer, principalmente os “pais” de primeira viagem. Esta é uma decisão que deve ser pensada, planejada e, principalmente, compartilhada por todos que moram na mesma casa. Isso tudo porque os gatos podem viver mais de 15 anos e nesse período muita coisa pode acontecer na vida de uma família. Mudanças de casa ou apartamento são os principais motivos para abandono de animais.

Além da longevidade é preciso estar ciente dos cuidados que terá com o bichano. Naturalmente os gatos dão menos trabalho que cães, e por isso que cada vez mais estamos escolhendo esses pequenos como “pet”, mas nem por isso seu gato pode ficar abandonado e exige certos cuidados diários, como alimentação, água e “banheiro”.

Sabendo então que seu gatinho vai ser um companheiro de muitos anos, que todos na família concordam com a adoção e que você terá que se dedicar aos cuidados, a próxima coisa a fazer é verificar se em seu condomínio é permitido ter animais de estimação, mesmo que seu gato fique preso dentro de casa ou apartamento, pois ele vai miar e os vizinhos vão ouvir.

Com relação à segurança do seu gato é indispensável a instalação de telas pelo apartamento ou casa sobrada antes da chegada do gato e saiba que a maioria dos abrigos só libera a adoção após essa instalação.

Bom, agora está na hora de escolher seu gatinho. Se quiser um gato de raça é fundamental combinar uma raça com o estilo de vida que você tem. Revistas e livros sobre raças de gatos ajudam bastante. Se você vai até um abrigo pode pedir que descrevam o temperamento do gato para ver se combina com o seu.

É importante saber também que alguns gatos de raças puras têm doenças genéticas, portanto é mais importante ainda que faça uma pesquisa do gatil e da raça antes da escolha definitiva.

FILHOTE OU ADULTO?

Geralmente as pessoas escolhem filhotes na hora de adotar, pois é mais fácil adaptar ao estilo de vida do que um gato que já tenha certos hábitos, mas isso não se aplica a todos. A vantagem de adotar um adulto é que ele já pode vir castrado e ao visitá-lo no gatil você já vai ter uma boa noção de seu temperamento. Se ele for dócil com você imediatamente, é pouco provável que tenha problemas. Esse parâmetro não pode ser aplicado aos filhotes, que só definem sua personalidade por vota de 7 meses a 1 ano de idade.

QUANDO CHEGAR AO GATIL:

Independente de ser um gatil ou um abrigo de gatos abandonados, você precisa de referências. Caso não tenha ninguém para te indicar e você tenha encontrado algo na internet ou classificados, aqui vai uma listinha do que é preciso perguntar e verificar com o criador:

 – o gato que escolhi já é castrado e/ou vacinado? Quais vacinas recebeu e quando? Exija carteirinha ou atestado com: adesivo colado, carimbo e assinatura do veterinário;

- esse gato que escolhi apresenta algum tipo de agressividade ou restrição a outros animais ou crianças?

- o gato que escolhi apresenta algum tipo de sintoma de doença? Por exemplo: secreção ocular, nasal, espirros, etc.

- posso devolver o gatinho caso algo de errado aconteça?

OBS: verifique se o gatinho está bem disposto, brincalhão (no caso de filhotes) e se seus olhos estão brilhantes e bem abertos;

RESPONSABILIDADE:

Ao adotar ou comprar um animal você está assumindo a responsabilidade por essa vida que ficará em suas mãos. No Brasil todo animal pertence ao Estado e os proprietários têm somente a guarda do animal, por isso que você pode perder a guarda caso não seja responsável.

É importante saber se você pode devolver o gato ao local de origem, mas isso não significa que fará uma escolha por impulso, pois ao levar o gato para casa você diminui as chances dele ser adotado por outra pessoa e com o tempo esse animal criará vínculos afetivos com você.

Evite dar gatinhos como presente de aniversário ou outra data comemorativa, a não ser que tenha seguido essas recomendações acima.

Boa sorte na escolha!!!

Dra. Laila Massad Ribas

Laila Massad Ribas

Laila Massad Ribas

Possui formação acadêmica em veterinária, especialização em medicina felina e mestrado e doutorado pela USP.