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Carcinoma cutâneo

O carcinoma cutâneo de células escamosas é um tipo de câncer que pode acometer a pele dos gatos e que também pode ser chamado de espinocelular ou epidermóide. Os nomes podem parecer estranhos, mas esse tipo de tumor costuma ser relativamente comum nos gatos domésticos, correspondendo a aproximadamente 20% dos tumores de pele nessa espécie.

CAUSAS

Nos gatos, a principal causa do carcinoma de pele é a radiação solar. Os branquinhos são os mais acometidos e apresentam 13 vezes mais chance de desenvolver esse câncer do que os gatos de pelagem colorida, mas se o seu gato é colorido com algumas partes brancas, como focinho e orelhas, as chances de desenvolver o câncer são as mesmas daqueles com pelagem toda branca.

Os raios ultravioletas causam lesões acumulativas na pele, portanto os gatos mais velhos são os mais acometidos, pois tiveram maior tempo de exposição ao sol do que os jovens.

SINTOMAS

No início da doença é possível que apenas algumas feridas sejam encontradas e facilmente são confundidas com outros problemas de pele. Geralmente os tratamentos convencionais não cicatrizam as lesões, o que pode ser um indício do surgimento do câncer. Nos quadros mais avançados é comum encontrar feridas ulceradas e que sangram com facilidade.

As regiões mais comuns de desenvolvimento do carcinoma são aquelas desprotegidas dos pelos, ou seja, ponta das orelhas, focinho, lábio, pálpebras e região entre os olhos e as orelhas.

DIAGNÓSTICO

A principal forma de confirmar a suspeita é através da do exame histopatológico, que é a retirada de parte ou de todo o tumor por biópsia e avaliada no microscópio por um patologista veterinário. O exame de citologia pode ser feito antes do hitopatológico e não requer anestesia. É um exame que pode ajudar muito no diagnóstico rápido da doença e também na exclusão de doenças com sintomas semelhantes, como a esporotricose.

O gatinho com suspeita ou confirmado o câncer pode precisar de radiografias do tórax para descartar metástases, apesar de não ser um câncer que costume causar isso. Análises do sangue podem ajudar o veterinário principalmente antes de precisar anestesiar o gatinho para a biópsia.

TRATAMENTO

A forma de tratamento a ser escolhida depende da localização e tamanho do tumor. Existem diversas formas de tratamento, cada uma indicada para determinada situação. Existem tratamentos com quimioterapia, retirada cirúrgica, eletroquimioterapia, radioterapia ou crioterapia. O veterinário decide qual a melhor forma de tratar o paciente dependendo do caso.

PREVENÇÃO

A melhor forma de prevenção é proteger o bichano do sol, especialmente entre as 10 e as 14 h. Se não é possível controlar o gato o tempo todo já existe no mercado protetor solar para animais. Roupinhas também ajudam, mas não protegem a cabeça, local mais cometido.

Os gatos não sintetizam vitamina D através dos raios solares, ou seja, não justifica que eles se exponham ao risco de desenvolver câncer de pele.

Quanto menor o tumor, maior a expectativa de vida após o diagnóstico, portanto leve seu gatinho ao veterinário ao menor sinal de lesão de pele.

Essas informações não devem ser interpretadas como forma de diagnóstico. Nunca medique seu gato sem orientação veterinária.

Dra. Laila Massad Ribas

Imagem: hdtopwallpapers.com

Laila Massad Ribas

Laila Massad Ribas

Possui formação acadêmica em veterinária, especialização em medicina felina e mestrado e doutorado pela USP.