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Câncer de mama – Outubro Rosa

O outubro rosa é um movimento mundial de luta contra o câncer de mama que teve início nos Estados Unidos em 1997.

Apesar do movimento ser apenas para o combate do câncer em mulheres,o Medicina Felina acredita que nossas gatinhas também merecem cuidados e assim, disponibiliza informações para os tutores poderem prevenir com eficácia essa doença tão grave.

O QUE É O CÂNCER DE MAMA

Nas gatas, de cada dez tumores de mama, nove são malignos, ou seja, são cânceres. Um câncer é um tumor com capacidade de causar prejuízos não somente no local onde está, mas também em outros órgãos ou tecidos. Isso quando ocorre a chamada metástase.

O câncer de mama mais comum nas gatas é o carcinoma e ele é extremamente maligno, pois mesmo com cirurgias e quimioterapia ele pode voltar no mesmo local ou crescer em outros tecidos. Os pulmões são os locais mais acometidos pela metástase do carcinoma.

PREDISPOSIÇÃO

Os gatos mais acometidos pelo carcinoma mamário são as fêmeas, mas os machos, embora seja raro, podem ter esse tipo de câncer também. Gatas mais idosas e siamesas também são mais predispostas a desenvolverem o carcinoma.

CAUSA DO CARCINOMA

O câncer de mama tem como principal causa a influência hormonal que pode ser produzido pelos ovários ou ser injetado nas fêmeas para prevenir gestações, as chamadas injeções de anticoncepcionais.

DIAGNÓSTICO e TRATAMENTO

O primeiro sintoma do câncer de mama é um tumor, geralmente pequeno, nas mamas das gatas. O tutor ou o veterinário facilmente consegue sentir o tumor, que apresenta consistência firme, muitas vezes lembrando um grão de arroz ou feijão (dependendo do tamanho).

Quando demorado para ser notado o tumor pode crescer muito e chegar a ocupar toda cadeia mamária da gatinha, nesses casos podendo romper a pele e formar uma ferida.

Devido à alta probabilidade de ser um câncer, é recomendado que seja feita retirada do tumor para análise histopatológica, que é quando um patologista olha na lâmina qual o tipo de célula está crescendo no determinado tecido.

O veterinário pode optar em retirar todo tumor, apenas uma parte dele ou então fazer a chamada mastectomia total, que é a retirada de toda mama da gata. Cada caso deve ser avaliado minunciosamente pelo profissional, para que a melhor decisão seja tomada.

Antes do procedimento cirúrgico é importante que a gata seja submetida a alguns exames de sangue e imagem para verificar em que condições se encontra com relação a células vermelhas, função renal, glicemia, etc. E também para verificar se existem suspeitas de metástase em outros órgãos. A interpretação dos exames deve ser associada ao exame clínico e só pode ser feita pelo profissional que acompanha o caso.

Após a retirada do tumor existem algumas possibilidades de tratamento quimioterápico que também devem ser discutidas com o tutor da gatinha.

A recuperação de uma mastectomia, especialmente quando é a total, é muito delicada e exige bastante dedicação do tutor. A fêmea pode precisar ficar internada por alguns dias e/ou precisar de drenos no local da cirurgia. Lembrando que cada caso é um caso e isso pode variar.

PROGNÓSTICO

O prognóstico vai depender do tipo de tumor e de quanto tempo ele demorou para ser diagnosticado. Infelizmente existem grandes chances de recidiva (volta do tumor), mas mesmo assim o tratamento deve ser feito, pois ele garante maior sobrevida da gata.

PREVENÇÃO

A prevenção do câncer de mama é, sem dúvida, a melhor coisa a ser feita e, felizmente, ela pode ser realizada através da castração.

A castração envolve a retirada dos ovários e do útero da gata através de um procedimento cirúrgico e deve ser feita, preferencialmente, antes do primeiro cio. Dessa maneira previne-se melhor o câncer nas mamas.

Outras formas de prevenção é o toque das mamas que pode ser feito pelo tutor e pelo veterinário que acompanha a fêmea. O tutor que sentir qualquer formação nas mamas da gata deve comunicar imediatamente o veterinário para dar início a todo processo de diagnóstico e tratamento

Essas informações não devem ser interpretadas como método de diagnóstico. Consulte sempre um veterinário e nunca medique seu gato por conta própria

Dra. Laila Massad Ribas

Laila Massad Ribas

Laila Massad Ribas

Possui formação acadêmica em veterinária, especialização em medicina felina e mestrado e doutorado pela USP.